quarta-feira, 18 de março de 2026

Especialistas defendem a clínica médica como pilar para reduzir custos e filas no SUS

Debatedores destacaram na Comissão de Saúde que a valorização do médico clínico é estratégica para evitar a fragmentação do cuidado e exames desnecessários

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados debateu, nesta terça-feira (17), estratégias para a valorização da clínica médica no Brasil. O debate, solicitado pelo deputado Dr. Luiz Ovando (PP-MS), reuniu representantes de sociedades médicas e conselhos profissionais que foram unânimes em apontar a especialidade como o “eixo integrador” capaz de tornar o Sistema Único de Saúde (SUS) mais eficiente e menos oneroso.

Para Dr. Luiz Ovando, existe uma distorção cultural e política que privilegia a busca direta por especialistas focais, o que gera desperdício de recursos e fragmenta o cuidado.

“O paciente muitas vezes procura o especialista antes de qualquer coisa. Isso gera um gasto de dinheiro desnecessário. O clínico é o melhor caminho para influenciarmos as decisões políticas e evitarmos que o Estado gaste com exames que, muitas vezes, não resolvem o problema na ponta”, afirmou o parlamentar.

Segundo ele, o debate na comissão buscou reforçar a necessidade de políticas públicas que reposicionem a clínica médica no sistema de saúde.

“É preciso estabelecer uma política nacional de valorização do clínico dentro do contexto da política de saúde”, acrescentou.

Visão integral
A presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica de Brasília, Viviane Peterle, ressaltou que a fragmentação do cuidado — quando o paciente é visto apenas por órgãos ou sistemas isolados — encarece o sistema e dificulta o diagnóstico adequado.

“A clínica médica é a área dedicada a compreender o paciente como um todo. Quando ela está fortalecida, o diagnóstico acontece mais cedo e o tratamento se torna mais eficiente”, explicou.

Peterle destacou ainda que mudanças demográficas, como o envelhecimento da população e o aumento das doenças crônicas, tornam o papel do clínico ainda mais relevante.

“Hoje temos uma população que envelhece com múltiplas doenças. O clínico é o profissional que consegue integrar esse cuidado e organizar o tratamento do paciente”, afirmou.

Crise na formação
Outro ponto central da audiência foi a preocupação com a qualidade da formação médica no país. O diretor científico da Associação Médica Brasileira, José Eduardo Lutaif Dolci, afirmou que o sistema enfrenta gargalos importantes na formação de novos profissionais.

“Hoje temos dois grandes problemas: falta de professores qualificados nas escolas médicas e falta de campos de estágio adequados. A residência médica acaba sendo a última oportunidade de formar um médico competente para atender a população”, alertou.

O deputado Osmar Terra (PL-RS) também criticou a expansão acelerada de cursos de medicina. Para ele, a abertura indiscriminada de faculdades compromete a qualidade do atendimento.

“Estamos vivendo um descalabro. O programa Mais Médicos virou uma linha de produção de faculdades ‘caça-níqueis’ que não têm corpo docente. Não podemos submeter a população a uma medicina desqualificada”, afirmou.

Falta de especialistas
O representante do Conselho Federal de Medicina, Carlos Magno Dalapicola, apresentou dados sobre a situação da especialidade no país. Segundo ele, embora a clínica médica seja a área com maior número de profissionais, ainda há dificuldades para atrair novos médicos.

“Hoje temos cerca de 40 mil médicos especialistas em clínica médica no Brasil. Mesmo assim, cerca de 16% das vagas de residência na área estão ociosas, o que é preocupante para o futuro do sistema de saúde”, afirmou.

Ele destacou que o clínico é capaz de resolver grande parte dos problemas de saúde da população. “Com uma boa formação, o clínico consegue resolver cerca de 60% dos problemas na prática diária. O restante exige a atuação de especialistas”, explicou.

Eficiência e economia
O presidente da Sociedade de Clínica Médica de Santa Catarina, Fernando Otto, destacou o papel do clínico nas unidades de emergência e no funcionamento dos hospitais.

“Entre 70% e 80% dos atendimentos de emergência são problemas clínicos. O clínico junta as peças do quebra-cabeça e enxerga o paciente como um todo”, afirmou. Para ele, investir nesse profissional é também uma estratégia de gestão pública.

“O item mais caro da medicina é a caneta do médico. O médico inseguro pede tomografia de corpo inteiro porque não sabe fazer o exame físico. Pagar bem o clínico na porta da emergência é o maior programa de economia que um gestor pode implementar”, disse.

Na mesma linha, o diretor da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, Pedro Barros, defendeu que o clínico deve ser o coordenador do cuidado do paciente.

“O paciente não precisa de vários médicos desconectados. Precisa de um clínico que o entenda, acompanhe e organize o tratamento. Nenhum sistema de saúde será eficiente se não tiver um clínico forte e valorizado no centro do cuidado”, afirmou.

Organização do cuidado
O presidente da Academia de Medicina de Brasília, Eduardo Freire Vasconcelos, ressaltou que a clínica médica é a base de todas as especialidades médicas.

“A clínica médica é a espinha dorsal do raciocínio médico. Ela atua como ponte entre o sintoma e o diagnóstico definitivo, integrando o cuidado do paciente dentro de um sistema complexo como o SUS”, afirmou.

Segundo ele, sem essa coordenação o sistema tende a se tornar mais caro e menos eficiente. “Sem um clínico forte, a assistência especializada torna-se cara, ineficiente e desconectada”, concluiu.

Encaminhamento
Ao final da reunião, Dr. Luiz Ovando reiterou a necessidade de fortalecer a residência médica e criar políticas que incentivem a atuação do clínico no sistema público de saúde.

As sugestões apresentadas na audiência deverão subsidiar propostas legislativas e recomendações ao Ministério da Saúde para reforçar o papel da clínica médica na organização da assistência no país.

Da Redação - GM

Fonte: Agência Câmara de Notícias

domingo, 8 de fevereiro de 2026

CURIOSIDADE - Bíblia etíope - A mais antiga e completa que se conhece

Primeira Bíblia cristã ilustrada do mundo descoberta em mosteiro etíope.

Os Evangelhos estão alojados no Mosteiro Abba Garima da Etiópia. Não se sabe se eles deixaram o mosteiro; embora, como a área ao redor foi ocupada por muçulmanos dos séculos IX ao XIV, é possível que eles tenham permanecido escondidos em uma caverna por séculos e depois redescobertos. Os Evangelhos foram incluídos no catálogo de uma exposição de um museu americano que viajou de 1993 a 1996, African Zion: the Sacred Art of Ethiopia, mas nunca foram realmente emprestados à exposição.


O primeiro livro cristão ilustrado do mundo foi salvo por uma instituição de caridade britânica que o localizou em um remoto mosteiro etíope.

Os incríveis Evangelhos Garima têm o nome de um monge que chegou ao país africano no século V e diz-se que os copiou em apenas um dia.

Lindamente ilustrado, as cores ainda são vivas e, graças ao Fundo do Patrimônio Etíope, foram conservadas.

Abba Garima chegou de Constantinopla em 494 dC e a lenda diz que ele conseguiu copiar os Evangelhos em um dia porque Deus atrasou o sol.

Bíblia Etíope é uma das versões mais antigas completas da Bíblia, contendo 81 livros sendo usada pela Igreja Ortodoxa Etíope Eritreia.

História Importância

Características Distintivas

Conclusão


Colaboração:
Tiago Henrique Bona

Motta defende endurecimento das leis no combate ao feminicídio

Presidente da Câmara participa do lançamento de um pacto nacional voltado à redução desses crimes

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu o endurecimento das leis para o enfrentamento do feminicídio e da violência contra as mulheres no Brasil.

A declaração foi feita durante cerimônia no Palácio do Planalto, que reuniu autoridades dos três Poderes para a assinatura de um pacto nacional voltado à redução desses crimes.

A iniciativa prevê atuação coordenada e permanente entre os três Poderes com o objetivo de prevenir a violência contra meninas e mulheres no Brasil. Será lançada ainda uma campanha orientada pelo conceito Todos Juntos por Todas, convocando toda a sociedade a assumir papel ativo no enfrentamento à violência.

Em seu discurso, Hugo Motta afirmou que o combate ao feminicídio exige respostas mais firmes do Estado. Segundo ele, a agenda passa “pelo endurecimento das nossas leis" e pela atuação conjunta da União, estados e municípios, com participação das forças de segurança e punição imediata dos agressores .

O presidente da Câmara destacou dados recentes sobre a violência no país e lembrou que o Brasil encerrou 2025 com uma média de quatro mulheres assassinadas por dia. “É inconcebível que nós permitamos que esses números continuem acontecendo”, afirmou.

Hugo Motta ressaltou ainda a importância do pacto assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado dos presidentes dos demais Poderes. Para ele, a iniciativa demonstra que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma prioridade institucional e não pode ser adiada.

Para Motta, o Congresso Nacional está preparado para agir. “Dentro do Congresso Nacional, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, nós estaremos prontos para agir juntamente com o Poder Judiciário nas respostas que não podem mais esperar”, declarou.

O presidente também citou experiências estaduais, como a da Paraíba, que implantou a primeira Sala Lilás do país e desenvolveu programas de conscientização nas escolas públicas para prevenir a violência contra a mulher.

“Conte com a nossa prioridade nessa agenda e com certeza nas respostas duras, mas necessárias, que precisam ser dadas para mudarmos essa realidade”, concluiu.

 


Fonte 'Agência Câmara Notícias'

Relator da CPMI critica fiscalização do INSS sobre consignados e defende regulação

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que o rombo causado por irregularidades em empréstimos consignados a aposentados e pensionistas pode ser ainda maior do que o dos descontos associativos nos benefícios. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (5) durante depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller, à comissão.

— Nos descontos associativos, o rombo foi de R$ 6 bilhões, R$ 7 bilhões. Aqui [nos empréstimos consignados], não sabemos nem mensurar o tamanho do rombo, porque não tem quem fiscalize. A gente tem que ter regras claras para o sistema financeiro — disse Gaspar, ao afirmar que o INSS não tem pessoal suficiente para fiscalizar todos os contratos e que a fiscalização é feita por amostragem.

De acordo com o relator, é absurdo que bancos com relatos de irregularidades nos contratos continuem a operar junto ao INSS. Para Gaspar, as irregularidades envolvem até mesmo bancos considerados “limpos”, e a CPMI precisa propor mudanças para aumentar a fiscalização desses empréstimos.

Waller garantiu que desde o ano passado o INSS criou normas para tornar mais rigoroso o processo de autorização e fiscalização dos consignados. Ele assumiu o instituto em abril de 2025, após as notícias sobre fraudes em descontos associativos.

A convocação do gestor para depor foi pedida em dois requerimentos, um deles (REQ 395/2025) apresentado pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG). No pedido, o senador afirmou que o depoimento poderia esclarecer as medidas adotadas desde a posse do depoente e identificar responsabilidades administrativas da atual gestão.

Foco

Os trabalhos da CPMI, que começaram focados nos descontos de mensalidades de associações e sindicatos nos benefícios previdenciários, têm se direcionado, na fase atual, para os empréstimos consignados.

Entre as irregularidades citadas por parlamentares, estão empréstimos a crianças e a pessoas que já morreram, além de cobranças abusivas de juros não previstos e de serviços (como clubes de benefícios) em valores que chegavam perto de 20% do valor do consignado.

— O consignado é um dinheiro necessário para complementar a aposentadoria, mas sem que eles sejam enganados, recebendo 22%, 23% ao mês, e não conseguindo mais se livrar de todos esses valores. Isso é a nossa missão neste ano de 2026, e eu tenho convicção de que nós vamos cumprir, vamos chegar a bom termo — disse o senador Carlos Viana.

Durante a reunião, o relator informou ter feito um levantamento na Secretaria Nacional do Consumidor sobre os bancos com mais reclamações e irregularidades e encontrou as seguintes instituições: C6 Consignado, PicPay, Santander, Crefisa, BMG, Agibank, Daycoval, PAN, Master e Facta.

Apesar de ter apresentado pedidos para chamar à CPI os presidentes de todos eles, C6, PicPay, Crefisa e Santander foram blindados e não tiveram os pedidos aprovados, afirmou Gaspar. Ele informou que reapresentará os requerimentos.

Questinamentos

O senador Izalci Lucas (PL-DF) perguntou a Gilberto Waller por que os mecanismos de controle do INSS não detectaram anomalias já nos primeiros meses, se os descontos eram feitos em massa, de forma padronizada e sem nenhuma preocupação em esconder essas fraudes.

— Qual o alerta do sistema? Falhou? Ou quem falhou foi o próprio INSS, alguém lá do INSS?

Waller respondeu que a fiscalização dos consignados não existia e começou apenas em abril de 2025. Hoje esse controle é feito por ferramentas de inteligência e os mecanismos de fiscalização estão sendo aprimorados, afirmou. Entre as mudanças, está a obrigatoriedade de que os bancos paguem uma auditoria externa sobre esses contratos.

De acordo com o presidente do INSS, as suspeitas de descontos irregulares em consignados para aposentados e pensionistas começaram a surgir após a Operação Sem Desconto (que revelou o esquema de descontos irregulares em benefícios). A partir de maio de 2025, o INSS criou normas para tornar mais rigoroso o processo de autorização desse tipo de empréstimo, com a exigência da biometria, e não apenas login e senha.  

Outra ação, disse Waller, foi restringir ao aplicativo do INSS, por meio de biometria, o desbloqueio de benefícios para obter consignados. A ação se deu após reclamações de fraudes. Uma apuração do próprio INSS detectou que mais de 150 mil benefícios tinham sido desbloqueados por ação de servidores do INSS, o que hoje não é mais possível.

Atualmente, segundo o gestor, são 65,35 milhões de contratos de crédito consignado firmados com 44 milhões de aposentados e pensionistas, que resultam na liberação mensal de R$ 5,45 bilhões na economia.

— A importância desse crédito para toda a economia é enorme. Acabar com o crédito consignado do aposentado e pensionista afetaria todo o mercado financeiro, afetaria toda a economia nacional e, por isso, a nossa preocupação de tratar com probidade e com zelo essa questão — observou o depoente.

Alfredo Gaspar, por sua vez, disse que Gilberto Waller, que ocupou o cargo de corregedor-geral da União entre 2019 e 2023, tinha o dever de apurar as irregularidades.

— E sabe quem era o responsável por essa apuração? O corregedor, a não ser que eu esteja enganado. Isso, para mim, tem nome. Para mim, isso se chama prevaricação. Agora, prevaricação só existe dolosamente. Se realmente o senhor não tomou conhecimento e se há essa falta de conexão entre os órgãos de fiscalização, para mim, isso mostra o tamanho do estrago do país — disse o relator da CPMI.

Ao responder os questionamentos de Alfredo Gaspar, o depoente afirmou que o ponto inicial dos desvios ocorreu em 2019, com o afrouxamento das regras para a celebração dos Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com entidades associativas. O que houve, na visão de Waller, não foi uma mudança de regra, mas de vontade dos gestores.

O relator contestou essa afirmação. 

— Olha o tipo de resposta que o senhor me deu. Eu aqui tenho uma apuração desde 2015 e eu sei como é que a coisa funciona. Aí eu chego aqui, faço uma pergunta bem objetiva, e o senhor está respondendo sobre o animus do gestor. (...) Eu só achei interessante o senhor fazer um ponto de virada de uma regra que nunca foi mudada — disse Gaspar.

De acordo com Gilberto Waller, a base para a afirmação sobre o “afrouxamento” é o número de sanções aplicadas: foram quatro em 2019 e nenhuma nos anos seguintes.  A Corregedoria-Geral da União, de acordo com o depoente, não faz fiscalizações, e sim cuida de questões disciplinares quando recebe as informações de indícios de irregularidades praticadas por servidores ou instituições privadas.

Ao ser questionado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), o depoente disse que sua responsabilidade é com os servidores e os beneficiários do INSS.

— A única motivação que eu tenho para ser presidente do INSS é a mesma do lado que eu tenho, que é do meu servidor do INSS que está desesperado por reconstruir a imagem do INSS e do nosso segurado, que está sofrendo, que precisa do INSS. É esse o lado que o INSS tem. O lado que o INSS tem é do nosso servidor que sofre, que tem vergonha de sair com o bóton da instituição, que tem vergonha de sair com o crachá, mesmo trabalhando todos os dias — afirmou o presidente do INSS.

Girão perguntou, então, sobre o afastamento de Wesley Martins, que foi gerente-executivo do INSS no Maranhão.

— O senhor continua cobrando do ministro a demissão do senhor Wesley? — insistiu o senador.

Ao responder, o presidente do INSS declarou que tinha "uma informação em primeira mão: a gente recebeu o pedido de exoneração do senhor Wesley ontem".

Girão também criticou a base governista:

— E eu quero também colocar aqui o seguinte: foi falado de banco, banco para lá, banco para cá, que o governo dos bancos é aquele, é esse, mas vamos combinar: quem é que tá flertando com os bancos aqui? Quem é que negou a vinda dos bancos para sentar aqui nesta cadeira do senhor Gilberto? — ressaltou ele, referindo-se à atuação da base governista durante a votação de requerimentos de convocação da CPMI.

Banco Master

Durante o depoimento, Gilberto Waller informou que o Banco Master mantém mais de 324 mil contratos de crédito consignado com segurados do instituto, dos quais 251 mil não apresentavam comprovação regular. A identificação das irregularidades levou o órgão a decidir pela não renovação do acordo de cooperação técnica com a instituição financeira ainda em setembro de 2025, antes mesmo da liquidação do banco.

O presidente do INSS também relatou à comissão que, diante da liquidação do Banco Master, o instituto decidiu suspender os repasses mensais à massa liquidante e bloquear os valores correspondentes. Além disso, o órgão concedeu prazo de 15 dias para que a instituição financeira apresente a comprovação regular dos contratos, sob pena de cancelamento do crédito consignado e devolução dos valores bloqueados aos segurados. Esse prazo termina em 12 de fevereiro. 

Sobre o programa Meu INSS Vale Mais — que permitia antecipar até R$ 450 do benefício do INSS para despesas essenciais, sem juros ou taxas —, Waller afirmou que o programa foi suspenso em maio de 2025 e extinto definitivamente em agosto do mesmo ano, devido a denúncias de cobranças indevidas. O produto era operado pelo PicPay.

Efetividade

O presidente da CPMI garantiu que os trabalhos da comissão não terminarão "em pizza".

— Enquanto alguns tentam diminuir o trabalho desta comissão, os números falam por si. Até aqui, mais de 4.800 documentos oficiais foram analisados: foram 73 requerimentos de informação formalmente definidos, 48 quebras de sigilo aprovadas, 108 associações identificadas roubando os aposentados brasileiros e denunciadas por esta comissão. Isso não é encenação, senhores, isso é investigação real. Pizza não gera volume de documentos, pizza não produz quebra de sigilo, pizza não expõe empresas suspeitas.

Carlos Viana também disse que muitas prisões, mandados de busca e apreensão expedidos foram motivados pela CPMI. Para ele, outro resultado da comissão foi a interrupção dos descontos indevidos e o início do ressarcimento aos aposentados lesados.

Fonte: Agência Senado