quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Como LULA escolhe suas indicações?


Quem conhece o modo de Lula funcionar vê efeito bumerangue na pressão difusa de ministros do STF e explícita do titular da Defesa, Nelson Jobim, contra a ida de José Antonio Toffoli para a Corte. Os insistentes reparos ao currículo do advogado-geral da União teriam apenas fortalecido a inclinação favorável do presidente. Assim como gostou de ter posto o primeiro negro (?) no Supremo, Lula aprecia a ideia de ser o responsável pela indicação de um ministro de 41 anos. Mais: após resistir ao pesado lobby do PT contra a escolha de Roberto Gurgel para a Procuradoria Geral da República, o presidente se sentiria em plenas condições de ignorar a resistência antipetista a Toffoli.

"A entrega de uma toga ao advogado predileto do PT é uma cafajestagem. A nomeação de um militante partidário desprovido de notável saber jurídico é uma afronta. E é um ato criminoso a infiltração no Supremo de um bachare que, além de politicamente suspeito e intelectualmente despreparado, cultiva o hábito de presentear amigos com passagens aéreas compradas com o dinheiro dos pagadores de impostos". Augusto Nunes

Nota: Toffoli foi advogado de três de campanhas presidenciais de Lula, subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil quando José Dirceu era ministro, chegou à AGU em março de 2007, é considerado inexperiente para integrar a Corte Suprema. Lula resolveu comprar a briga. O presidente não esconde o descontentamento com o comportamento do Supremo, onde vem colecionando derrotas, a despeito das sete indicações já feitas. A queixa mais recente é com os rumos do julgamento da extradição de Cesare Battisti. O voto de Cezar Peluso, que acusou Tarso Genro de falsear a verdade, teria irritado o presidente e sido decisivo na preferência por Toffoli.

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